terça-feira, 18 de agosto de 2015

Monge Tabajara Busshi faz sua primeira exposição


Monge Tabajara trabalhando em uma de suas obras

Depois de quase 20 anos esculpindo exclusivamente Budas, o Monge Zen Tabajara Busshi fará a sua primeira exposição, no dia 5 de setembro, a partir das 15h, durante as festividades dos 30 anos de fundação do Mosteiro Zen Pico de Raios, no Morro São Sebastião, em Ouro Preto (MG).

Tabajara apresentará cerca de 25 esculturas em pedra sabão de variados tipos e tamanhos, tais como Jizo, Kanon, Manjushri e outros pequenos Budas em posição de Zazen, alguns cedidos do acervo particular de amigos do artista.

A mostra está sendo montada dentro de um grande buraco com cerca de 5 metros de altura e oito de diâmetro, na frente da mina de ouro desativada do Mosteiro. O local, que está sendo transformado numa verdadeira galeria de arte, foi onde Mestre Tokuda lançou, cerca de cinco anos atrás, o projeto dos Mil Budas.

A disposição das peças na Boca da Mina será arrumada pelo próprio Mestre Tokuda, que declarou, em sua vinda ao Brasil, no ano passado, que as obras do Monge Busshi são únicas no mundo, tendo o comparado, inclusive, a Van Gogh, cujo trabalho só foi reconhecido após a  morte.

Trajetória Zen

Tabajara Busshi começou a trabalhar com pedra sabão em 1998, no Mosteiro Zen Serra do Trovão, em Lavras Novas, por orientação do falecido Monge Paulo Gain. Ele começou fazendo pés de Buda, mas ao longo da sua trajetória foi aperfeiçoando o traço, passando, com o tempo, a esculpir Budas de corpo inteiro. Hoje, o monge escultor  já pode apresentar  uma marca registrada em suas obras, uma "digital" própria.

Com uma simplicidade peculiar, Monge Tabajara prefere apenas dizer que essa exposição será o coroamento de um trabalho que sempre esteve ligado à sua prática Zen. Ele aproveita a ocasião para agradecer a todos os amigos que sempre lhe ajudaram, especialmente ao seu Mestre Tokuda, com suas importantes orientações e incentivos, doando livros e modelos de Budas para estudos, trazidos do Japão. 

Uma das peças produzidas pelo monge
Comparação com o Barroco Mineiro

A especialista em patrimônio arquitetônico Raquel Castro (economista e mestra em Economia e Técnicas de Preservação do Patrimônio Arquitetônico e Ambiental, pelo Instituto Universitário de Arquitetura de Veneza, da Itália, e pela Universidade de Nova Goriza, da Eslovênia) identificou semelhanças entre as obras do escultor e monge com a trajetória do Barroco em Minas Gerais.

Raquel explica que, com a pedra sabão - material usado atualmente pelo Monge Tabajara -, muitos dos artistas da época do Barroco fizeram uma releitura dos modelos europeus, em particular as obras sacras, “assim como o Tabajara faz hoje com as escultura budistas”, avalia a especialista.

“O Barroco no Brasil foi formado por uma complexa teia de influências europeias e locais, embora, em geral, coloridas pela interpretação portuguesa do estilo. É preciso lembrar que o contexto econômico em que o Barroco se desenvolveu na Colônia era completamente diverso daquele que lhe dava origem na Europa. As obras do Tabajara Busshi misturam influências orientais e locais, também em um contexto econômico diverso”, analisa Raquel.


quarta-feira, 8 de julho de 2015

Prática na montanha e na cidade...

Vimalakirti
A partir de amanhã, alguns praticantes vão subir a montanha para um momento de prática mais intensiva, um sesshin.

Contudo, no sopé da montanha, na cidade, verdadeiro mosteiro, para onde Vimalakirti* segue, uma turma também vai manter a prática, com a seguinte programação:

Quinta:
+ 6h: Zazen e Cerimônia
+ 19h: Zazen e Leitura

Sexta:
+ 6h: Zazen e Cerimônia

Na próxima segunda-feira (13), não haverá atividades, que retornam à programação habitual na terça (14).


 * Vimalakirti era um leigo, discípulo de Buda. Num dia, outros discípulos estavam indo ao mosteiro e o viram indo na direção contrária e perguntaram: "Para onde está indo?". Vimalakirti respondeu: "Estou indo ao mosteiro". "O mosteiro é para o outro lado! Você está indo na direção da cidade", retrucaram. E Vimalakirti disse: "Para mim, o mosteiro é na cidade, onde há pessoas que sofrem e precisam de mim".


domingo, 21 de junho de 2015

Aviso: feriado de São João

Na terça e quarta-feira (23 e 24/6), não haverá atividades no Centro Zen do Recife. Na quinta (25), retornaremos à programação habitual, com zazen e cerimônia pela manhã e orientações para iniciantes, zazen e leitura à noite.

domingo, 7 de junho de 2015

Retiro de Meditação com o Centro Zen do Recife


Prezadxs amigxs e praticantes,

O Centro Zen do Recife convida para mais um retiro de prática Zen-Budista.

O retiro começa às 18h da quinta-feira, 9 de julho, e segue até o meio-dia do domingo, 12 de julho. Quem não puder ir na quinta, pode chegar na sexta-feira (qualquer dificuldade, entre em contato conosco).

O retiro será no Sítio Xammaiar, em Chã Grande (podemos organizar caronas).

Neste retiro, iremos também nos aproximar do tema “Entendimento Correto”, que é o primeiro dos oito tópicos do Nobre Caminho Óctuplo, ensinado pelo Buddha.

Sesshin:
+ Quando: das 18h do dia 09/07 (quinta-feira) até de 12/07 (domingo). Obs.: será permitido aos que não puderem chegar na quinta-feira iniciar o retiro na sexta-feira.
+ Onde: Sítio Xammaiar – Chã Grande (detalhes da localização serão repassados).

Inscrição:
+ Onde: No Centro Zen do Recife ou na Clínica Médica (Rua Dom Carlos Coelho, 87 - tratar com Elenilma, Regina ou Ione).
+ Valor: R$ 260 (qualquer dificuldade, fale conosco).
+ Contato: 3221-0909 / 3423-2079 / centrozenrecife@gmail.com
+ Prazo: até 7 de julho, no Zazen da noite, impreterivelmente.

O que levar:
+ Toalha, lençol, cobertor, travesseiro e objetos de uso pessoal.
+ Roupas compostas e de cores discretas (recomendamos roupas leves, mas pode fazer frio à noite).
+ Repelente.
+ Lanterna.
+ Ventilador.

Observações:
+ Não será permitido o uso de bermudas ou saias.
+ A alimentação é vegetariana.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Haverá atividades nesta quinta (4)

Nesta quinta-feira (4), Dia de Corpus Christi, seguiremos com atividades normais:

6h: Zazen e Cerimônia.
18h: Orientação para iniciantes.
19h: Zazen e leituras.

É importante chegar com pelo menos 15 minutos de antecedência para as meditações (zazen). 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A parábola de Mushin

(Trecho do livro “Sempre Zen”, de Charlotte Joko Beck)

Há muito tempo, numa cidade chamada Esperança, vivia um rapaz chamado Joe. Ele estava muito dedicado ao estudo do dharma e, por isso, tinha um nome budista: Mushin.

Sua vida era igual à de todo mundo. Ia para o trabalho e tinha uma boa esposa; mas, apesar de seu interesse pelo dharma, era machão, sabido, amargo. Aliás, era tanto desse jeito que um dia, depois de ter criado toda espécie de confusão no trabalho, seu patrão lhe disse: “Basta, Joe. Você está despedido!”. Assim Joe saiu. Desempregado. Quando chegou em casa, encontrou uma carta da esposa na qual dizia: “Para mim chega, Joe. Fui embora.” Foi desta maneira que ele ficou com o apartamento, consigo mesmo, e nada mais.

Mushin
Mas Joe, Mushin, não era alguém que desistia com facilidade. Jurou que embora não tivesse emprego nem esposa iria conseguir aquilo que realmente importava: a iluminação. Foi até a livraria mais próxima. Procurou nas edições mais atualizadas como chegar à iluminação. Encontrou um livro que lhe chamou a atenção em particular. Chamava-se “How to catch the train of enlightenment” (Como pegar o trem da iluminação). Comprou-o e começou a lê-lo com muito cuidado. Depois de tê-lo estudado até o fim, foi para casa e abriu mão do apartamento, colocou todos os seus pertences seculares numa mochila e dirigiu-se à estação ferroviária nos limites da cidade. O livro dizia que se a pessoa seguisse todas as instruções — faça isso, faço aquilo — o trem chegaria e ela conseguiria pegá-lo. Ele pensou: “Fantástico!”.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Textos traduzidos do Budismo

Monge Marcos
Grande tradutor de textos clássicos do Budismo, inclusive das obras de Mestre Dogen, o monge Marcos Beltrão Ryokyu disponibiliza suas traduções no site http://www.lulu.com/spotlight/mbeltrao.

Os valores doados pelos textos ajudam ao monge, que mora no Mosteiro Eishoji, se manter e continuar essa prática valiosa.

São mais de 70 textos traduzidos, que incluem ensinamentos, poemas, sutras e outros importantes registros de mestres budistas.